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Artigo: Riquezas e abundâncias

Os tesouros da terra podem acobertar legítimas oportunidades que farão ainda mais prósperos os que souberem agir com atitudes justas. Entretanto, os que abundam de tempo não raro são plenos de preguiças e desculpas para o trabalho humilde e providencial. Os que são repletos de livros e conhecimentos muitas vezes transbordam de ojerizas aos serviços braçais simples. Os que se fartam na comida frequentemente também se esbanjam no egoísmo e nas feições menos nobres. Os imprudentes que primam pelo excesso de bens materiais extravasam de ilusões e ganhos passageiros.

Assim, a riqueza de um lado pode servir de penúria para aqueles que não possuem os sensos divinos e de responsabilidade mais aprimorados. Mas, é essencial que as oportunidades não sejam desperdiçadas e que os recursos que podem servir como potencializadores de realização não sejam deturpados. Como bem observa o evangelista Lucas (12:48): "A quem muito foi dado, muito será pedido".

As riquezas e abundâncias são responsabilidades que precisam ser administradas e que as boas obras provenientes dos talentos e recursos possam agregar para o bem estar de todos. Cumprindo a obrigação, resta não o descanso e o júbilo eterno, mas novas responsabilidades e provações.


Como autêntica estrada de evolução, devemos agradecer pela possibilidade de fazer mais e a cada benefício recebido, a multiplicação da caridade ao próximo. Espalhar luz. Multiplicar esperanças. Ganhar a aprovação da consciência pessoal e da infinita bondade de Deus. Eis a verdadeira riqueza imaterial.

Paulo Hayashi Jr - Doutor em Administração - Professor e pesquisador da Unicamp.


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